-
Letícia, pare agora! Eu não vou ser sua cúmplice nessa loucura!
-
Você quem sabe... Mas eu vou até ele com ou sem a sua ajuda! Só
sei que temos que voltar juntas, pra minha mãe não desconfiar de
nada!
-
Ai... Você só me mete em encrencas! Então vamos logo, que temos
que retornar antes do alomoço.
Letícia
sorri. Sabia que a curiosidade de sua amiga falaria mais alto.
E
as duas partem, só que, dessa vez, alugando uma carruagem.
-
Precisam de ajuda, senhoritas: - Pergunta-lhes o homem do serviço de
aluguel.
-
Não, sabemos conduzir e, de qualquer maneira, não iremos longe, mas
obrigada! – Diz Letícia.
-
Letícia... Pode me dizer quando aprendemos à conduzir uma
carruagem? – Cochicha Isadora.
-
Ah, não deve ser tão difícil... E, além do mais, isso é segredo,
ninguém mais pode saber! Nem mesmo o Zayn, ouviu bem? Me prometa que
não vai contar à ninguém, Isadora!
-
Está bem, eu prometo... Mas... Bem...
-
O que foi?
-
Eu contei pro Zayn sobre seu “encontro” no baile...
-
Isadora!
-
Desculpe-me, mas eu estava preocupada! Mas a partir de agora, minha
boca é um túmulo... Prometo!
-
Espero que sim! Não quero nem imaginar o que pode acontecer se
Cornelius descobre!
-
Eu acho melhor você deixar essa história pra lá...
-
Não! Vamos logo que não temos muito tempo!
-
Teimosa...
E
elas partem, encontrando muita dificuldade para controlarem os
cavalos, em disparada pelas ruas de Berlim.
-
Isadora, me ajude!
-
Eu não! A ideia foi sua!
-
Está bem... – E Letícia solta suas rédeas, obrigando Isadora à
pegá-las.
-
Sua louca! Letícia, eu não consigo!
-
Segura firme, ou nós vamos atropelar alguém, ou bater!
-
Estou tentando! Sai da frente, cachorro!
-
“Caim!” E o cachorro desvia no último segundo.
-
Ufa, essa foi por pouco! Deixa eu guiar mesmo!
E
quando Letícia vai pegar as rédeas, os cavalos quase atropelam uma
senhora, que deixa cair todas as suas compras.
-
Suas loucas! Ainda vão se matar!
-
Letícia: lembre-me de nunca mais embarcar nas suas loucuras!
-
Calma! Agora estou controlando-os, veja!
Isadora
nem tinha se dado conta, mas estava o tempo todo de olhos fechado.
-
Você já sabia conduzir, né? Fala a verdade!
-
Sim... Cornelius já me ensinou...
-
Eu te mato, Letícia!
-
Ah, mas foi divertido te ver tentando guiar!
-
Vamos logo, sua doida! Antes que eu mude de ideia!
E
Letícia sorri. Estava precisando se divertir um pouco. Pena que
tinha que ser às custas de sua amiga. Mas, dada as circusntâncias,
que poderia culpá-la?
E as duas seguem para os arredores de Berlim. Em pouco tempo chegam até a ponte.
E as duas seguem para os arredores de Berlim. Em pouco tempo chegam até a ponte.
-
É aqui!
-
Mas Letícia... Eu só vejo mato!
-
É verdade... Não tinha todo esse mato ontem aqui...
-
Vamos voltar... Estou com medo!
-
Não pode ser... – Letícia estava confusa. – Eu juro que tinha
um casebre aqui!
-
Você devia estar sonhando... Ou se enganou... Podemos ir embora
agora? Não há nada por aqui...
-
Mas... Está bem, vamos...
Letícia
volta desnorteada. Será que havia sonhado mesmo? Será que tudo não
passara de uma fantasia de sua cabeça? Ela se sentia muito mal.
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