sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Capítulo 8

- Letícia, pare agora! Eu não vou ser sua cúmplice nessa loucura!
- Você quem sabe... Mas eu vou até ele com ou sem a sua ajuda! Só sei que temos que voltar juntas, pra minha mãe não desconfiar de nada!
- Ai... Você só me mete em encrencas! Então vamos logo, que temos que retornar antes do alomoço.
Letícia sorri. Sabia que a curiosidade de sua amiga falaria mais alto.
E as duas partem, só que, dessa vez, alugando uma carruagem.
- Precisam de ajuda, senhoritas: - Pergunta-lhes o homem do serviço de aluguel.
- Não, sabemos conduzir e, de qualquer maneira, não iremos longe, mas obrigada! – Diz Letícia.
- Letícia... Pode me dizer quando aprendemos à conduzir uma carruagem? – Cochicha Isadora.
- Ah, não deve ser tão difícil... E, além do mais, isso é segredo, ninguém mais pode saber! Nem mesmo o Zayn, ouviu bem? Me prometa que não vai contar à ninguém, Isadora!
- Está bem, eu prometo... Mas... Bem...
- O que foi?
- Eu contei pro Zayn sobre seu “encontro” no baile...
- Isadora!
- Desculpe-me, mas eu estava preocupada! Mas a partir de agora, minha boca é um túmulo... Prometo!
- Espero que sim! Não quero nem imaginar o que pode acontecer se Cornelius descobre!
- Eu acho melhor você deixar essa história pra lá...
- Não! Vamos logo que não temos muito tempo!
- Teimosa...
E elas partem, encontrando muita dificuldade para controlarem os cavalos, em disparada pelas ruas de Berlim.
- Isadora, me ajude!
- Eu não! A ideia foi sua!
- Está bem... – E Letícia solta suas rédeas, obrigando Isadora à pegá-las.
- Sua louca! Letícia, eu não consigo!
- Segura firme, ou nós vamos atropelar alguém, ou bater!
- Estou tentando! Sai da frente, cachorro!
- “Caim!” E o cachorro desvia no último segundo.
- Ufa, essa foi por pouco! Deixa eu guiar mesmo!
E quando Letícia vai pegar as rédeas, os cavalos quase atropelam uma senhora, que deixa cair todas as suas compras.
- Suas loucas! Ainda vão se matar!
- Letícia: lembre-me de nunca mais embarcar nas suas loucuras!
- Calma! Agora estou controlando-os, veja!
Isadora nem tinha se dado conta, mas estava o tempo todo de olhos fechado.
- Você já sabia conduzir, né? Fala a verdade!
- Sim... Cornelius já me ensinou...
- Eu te mato, Letícia!
- Ah, mas foi divertido te ver tentando guiar!
- Vamos logo, sua doida! Antes que eu mude de ideia!
E Letícia sorri. Estava precisando se divertir um pouco. Pena que tinha que ser às custas de sua amiga. Mas, dada as circusntâncias, que poderia culpá-la?
E as duas seguem para os arredores de Berlim. Em pouco tempo chegam até a ponte.
- É aqui!
- Mas Letícia... Eu só vejo mato!
- É verdade... Não tinha todo esse mato ontem aqui...
- Vamos voltar... Estou com medo!
- Não pode ser... – Letícia estava confusa. – Eu juro que tinha um casebre aqui!
- Você devia estar sonhando... Ou se enganou... Podemos ir embora agora? Não há nada por aqui...
- Mas... Está bem, vamos...
Letícia volta desnorteada. Será que havia sonhado mesmo? Será que tudo não passara de uma fantasia de sua cabeça? Ela se sentia muito mal.

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