Rafinha suspira
aliviado ao ver Letícia e sua amiga se afastarem. Tivera muito trabalho
escondendo o casebre com trepadeiras e outras espécies vegetais, mas como se
tratava de um casebre minúsculo, o plano dera certo. Agora ele tinha que
desfazer tudo rapidamente antes que Zayn voltasse. Uma tristeza profunda o
acomete enquanto trabalha: por que as coisas tinham que ser desse jeito? Qual o
grande pecado em ser judeu? Ele nunca entenderia a mentalidade da maioria...
Letícia e Isadora chegam em casa, e
Letícia corre para seu quarto. Lágrimas quentes correm pelo seu rosto. Tivera
tudo sido apenas um sonho: Ela não conseguia entender...
Sua mãe bate à sua porta. Ela não
queria ter que dar explicações nesse momento.
- Deixe-me, quero
ficar sozinha!
- Mas filha! A
Isadora já foi embora, não me explicou nada... Eu preciso saber o que está
contecendo!
- Nós brigamos, só
isso!
- Como assim, só
isso? Vocês nunca brigam!
- É, mas sempre tem
a primeira vez! Agora deixe-me, não quero falar sobre isso mãe, por favor!
- Mas não vai
descer para almoçar?
- Depois...
- Ai, filha... Está
bem, mas não demore muito, ou você pode ter problemas de estômago!
Bem que ela queria ter algum
problema de saúde, e morrer de vez... Pois, agora, o único futuro que a
esperava era casar-se com Cornelius... Só de pensar nessa possibilidade ela já
ficava doente do estômago! Mas não haveria escapatória... Ou haveria? Ela
simplesmente não queria pensar em mais nada, e adormece em meio às lágrimas,
vislumbrando seu destino cruel.
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