sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Capítulo 15

Tempos depois...
Meses se passaram... A guerra seguia firme e forte, mas para Letícia e Rafinha era como se nada estivesse acontecendo: eles se encontravam diariamente na região aonde Rafinha residia... Suas tardes eram passadas em piqueniques ao redor do lago, aonde Rafinha a ensinara a pescar. Como Rafinha não se arriscava à ir até o centro, Leticia sempre lhe trazia suprimentos, já que Letícia o proibira de caçar pequenos animais por pena dos bichinhos! Rafinha se encantava cada vez mais por Letícia, mas temia muito por não ver um futuro para eles. Ele tinha que por um ponto final nessa história antes que fosse tarde demais.
_ Letícia?
- O que foi?
- Precisamos conversar...
- Não é o que nós sempre fazemos?
- Estou falando que temos que parar com isso...
- De nos encontrarmos?
- Sim...
- Mas por quê?
- Ouvi coisas horríveis no rádio... Está tudo muito perigoso...
- A guerra não vai nos separar!
- Você não tem como ter certeza disso...
- Tudo o que eu sei é que eu quero ficar com você!
- Letícia, por favor... Vá embora!
- Não é possível que você não sinta o mesmo...
- Como amar pode ser errado?
- Letícia...
Letícia se aproxima... Rafinha não se contem e a toma em seus braços. Beijam-se como se não houvesse mais ninguém no mundo. Até que Rafinha retoma o juízo.
- Não! Você tem que ir embora e nunca mais voltar!
- Não vou!
- Não me obrigue à ir até a cidade para levá-la...
- Rafinha, para! Não entende que eu quero ser sua?
- Letícia, você não tem ideia do que está falando!
- Eu não sou criança!
- Você tem certeza de que quer isso mesmo?
- Certeza absoluta!
E Rafinha não se contem novamente: a leva até seu casebre, consumando o amor entre ambos.e o problema: eu gosto muito de você, mas isso é errado...
- Agora não havia mais volta e, entre juras de amor, os dois adormecem.

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