Mais
um tempo se passou, e a situação da guerra só piorava. Letícia
encontrava cada vez mais dificuldade para ir até Rafinha, mas ela
não desistia. Nessa manhã havia acordado com um embrulho no
estômago. Foi até a casa de Isadora.
-
Isa... Ainda bem que você está aí, pois eu não estou legal...
-
É claro que eu estou aqui, não sou louca que nem você pra ficar
saindo de casa com uma guerra ocorrendo! Mas o que é que você tem?
-
Um embrulho no estô... - Letícia nem conseguiu terminar a frase e
teve que correr pro banheiro. Voltou pouco tempo depois com uma cara
horrível, assustando Isadora.
-
Você vomitou?
-
Sim...
-
Ai, amiga...
-
O que é que tem?
-
Não me diga que você... Não pode ser!
-
Ai, fala logo de uma vez, não me deixe aflita!
-
Letícia... Você está grávida???
-
O quê? Agora é você que ficou louca?
-
Esse enjoo... Está muito estranho...
-
Não pode ser!
-
Espero que sim, para o seu bem...
-
Preciso ir embora...
-
Letícia!
Letícia
sai cambaleando... Não poderia ser gravidez... Ou poderia? Letícia
sai correndo para conversar com Rafinha. Uma vez lá, ele também se
assusta com sua aparência.
-
Letícia, o que aconteceu?
Letícia
quase desmaia em seus braços.
-
Desculpe-me, mas eu preciso ir ao banheiro...
E
nova rodada de vômitos ocorre.
-
Amor... Você está bem?
Letícia
abre a porta.
-
Precisamos conversar...
-
Você está me assustando...
-
Mais assustada do que eu impossível...
-
Sente-se aqui e me conte tudo...
-
Então... Acho que eu estou grávida...
-
Estamos perdidos...
-
Eu sei...
-
Porém, eu quero muito esse bebê!
-
Eu também!
-
Jura que você quer enfrentar tudo ao meu lado?
-
Qual parte do “eu te amo” você ainda não entendeu?
-
Letícia, não vai ser nada fácil...
-
Eu sei, mas eu quero ficar do seu lado, e ter nosso filho!
-
Talvez a opção casamento, daquele jeito com que toda mulher sonha,
esteja fora de cogitação...
-
Primeiro: eu não sou qualquer mulher, logo, não tenho esse sonho
não... Só ficar ao seu lado basta...
-
E segundo?
-
Você ainda não me disse se me ama também...
-
Você tem alguma dúvida disso?
-
Não, mas é sempre bom ouvir essas palavras, sabia?
-
Sabia que, nesse ponto, você é igual a toda mulher?
-
Nesse ponto eu não me importo a ser igual à qualquer uma...
-
Letícia... Eu te amo!
Os
dois se beijam e consumam seu amor novamente.
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