segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Capítulo 20

Depois de um tempo, Letícia descobre que Rafinha estava em um campo de concentração na Polônia através de Zayn. Ela se desespera e pede que Zayn a leve até lá.
- Você sabe que eu não posso...
- Zayn, ele é seu primo! Temos que fazer alguma coisa!
A essa altura, Zayn já havia contado toda a verdade para Letícia. Mas não para Isadora, com medo de que ela não entendesse.
- Não dá...
- Covarde!
E Letícia percebe que estava sozinha nessa. Espera Cornelius e Zayn voltarem para a guerra para agir. Isadora tenta impedi-la.
- Tem certeza do que você está fazendo?
- A única certeza que eu tenho é que eu amo o Rafinha e não posso deixar ele morrer!
- Ai, Letícia...
E Letícia segue para a Polônia. Chegando lá ela rapidamente descobre aonde Rafinha estava. Percebe que a segurança é extremamente reforçada, e logo dá um jeito de ir parar lá dentro. Um soldado alemão que ela aborda diz que o local se trata de um “centro de trabalho” para os judeus contribuírem de bom grado com a economia nazista, então resolve contar que está esperando um filho de um dos “trabalhadores” judeus de lá. Imediatamente, a história muda: ela é estapeada e levada lá para dentro. Letícia começa a descobrir os horrores de um campo de concentração: péssimas condições de higiene e de alimentação, pessoas abarrotadas, obrigadas a trabalhar dia e noite, execuções ocorrendo pelo mínimo deslize... Letícia não imaginava que um ser humano pudesse cometer tanta crueldade com outro ser humano... Crianças, idosos, outras mulheres grávidas... Ninguém era poupado... E como Letícia tentava evitar muitas das crueldades, já se encontrava toda machucada... Apenas dias depois ela encontra Rafinha, que se espanta ao ver o estado de sua amada.
- Letícia, o que você está fazendo aqui?
- Até que enfim eu te encontrei! - E ela quase desmaia em seus braços.
- Sua louca, como você parar aqui?
- Eu tinha que te encontrar, o Zayn me disse que você estava aqui, daí eu viajei e contei para um dos soldados que eu estava esperando um filho de um dos judeus daqui... Daí ele me jogou aqui dentro sem qualquer escrúpulo...
- Letícia... O que me dava força de suportar essa estava forçada aqui era saber que você e meu filho estavam em segurança! Sua barriga já está aparecendo...
- Sim! Desculpa, mas eu não vivo sem você...
_ Letícia... Você é louca!
- Todos me falam isso mesmo...
Nesse instante, um dos guardas aparecem.
- Chega de conversa! Vão trabalhar!
E ambos são obrigados à irem para o trabalho com mais milhares de judeus de todas as idades.
Horas depois os guardas voltam dizendo que eles tomariam banho agora.
Todos são encaminhados para um outro prédio, aonde lhes exigem que tirem a roupa. Todos obedecem e aguardam. Começam a perceber que há algo errado quando, em vez de água, começa a entrar uma fumaça lá dentro, através de um buraco pelo teto. Não demora muito para todos perceberem que foram enviados é para a morte. Rafinha se desespera. Letícia nem tanto.
- Tudo bem, amor... Eu morro feliz, pois estou ao seu lado...
- Você, definitivamente, é louca de pedra...
- Eu sei... Mas o que importa é que eu te amo, e te encontrei... E agora, nunca mais vou te perder...
- Eu amo vocês dois... - E Rafinha alisa a barriga de sua amada.
Os dois morrem lentamente, abraçados, enquanto o caos ainda toma conta do recinto. A imagem dos dois destoa e acaba trazendo algum conforto aos que veem essa última imagem antes de morrer.

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